terça-feira, 7 de setembro de 2010

Adivinha do dia

0 - Tem um processo em curso de investigação

1 - Negou coisas que o seu chefe disse

2 - Esteve muito ligado ao PSD

3 - Sabe fazer umas cantarolas

4 - Também sabe jogar golfe

5 - Desde há uns meses nunca mais se ouviu falar dele

· quem será ????


(...ver resposta abaixo ...)

Resposta:



Dias Loureiro!...



A viver actualmente à grande e à fartazana em Cabo Verde.

É o dono do maior Resort Turístico da Ilha do Sal...

( ... é aquela ilha, daquele país africano onde o BPN
criou umas "sucursais" e um banco mais ou menos virtual, com que se faziam umas operações de lavagem e fugas ao fisco, etc. etc... )

· PS: Se reparaste, ninguém mais falou no nome do menino: nas notícias só é referido o Oliveira Costa "e outros arguidos"... sem nomear este...

O que nos leva a pensar tal "esquecimento"..?

Como vês é fácil fazer esquecer um roubo superior a mais de 4 mil milhões de euros, quando se tem amigos...nos sítios certos....

até em Belém!

CONVÉM NÃO ESQUECER!!!!!!!!!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pobretes mas alegretes... by Manuel António Pina

Um estudo do ISCTE revela que 20% de portugueses vivem abaixo do limiar de pobreza e que isso só não acontece a outros 20% porque as ajudas do Estado ainda os vão mantendo à tona.

Mais: 31% das famílias estão no escalão logo acima do da pobreza, à bica para se tornarem também pobres; 21% vivem no limite, sem margem para qualquer despesa inesperada; e 12% não conseguem sequer comprar os medicamentos de que precisam. E, no entanto, mesmo dizendo-se "desconfiados", esses portugueses consideram-se "felizes".

Um outro estudo divulgado no mesmo dia, agora do Ministério do Trabalho, talvez ajude a perceber a sempre tão cantada e portuguesíssima "alegria da pobreza": a população com "baixas qualificações" intelectuais e culturais representa entre nós mais de dois terços (69,1%) da população activa total, o triplo da média da UE.

Ou seja, o "desconfiado" e "feliz" bom povo português estará, em termos culturais, algures a meio caminho entre o homem natural de Rousseau e o de Hobbes. Talvez aconteça, pois, que seja infeliz, pelo menos "de vez em quando" como Alberto Caeiro; só que, se calhar, não o sabe.

Dialogos no inferno entre o contribuinte (ESCRAVO) e o Estado (LADRÃO)

Contribuinte – Gostava de comprar um carro.

Estado – Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte – Já escolhi tenho que pagar alguma coisa?

Estado – Sim. De acordo com o valor do carro (IVA)

Contribuinte – Ah. Só isso.

Estado – e uma “coisinha” para o por a circular (selo)

Contribuinte – Ah!

Estado – e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule (ISP)

Contribuinte – mas sem gasolina eu não circulo.

Estado – Eu sei.

Contribuinte – mas eu já pago para circular.

Estado – claro.

Contribuinte – então vai cobrar-me pelo valor da gasolina?

Estado – também. mas isso é o IVA. o ISP é outra coisa diferente.

Contribuinte - diferente?

Estado - muito. o ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte - porque existe?

Estado - há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. e você paga.

Contribuinte – só isso?

Estado – Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte – como assim?

Estado – Tem que pagar para o estacionar.

Contribuinte – para o estacionar?

Estado – Exacto.

Contribuinte – Portanto pago para andar e pago para não andar?

Estado – Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.

Contribuinte – Então pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado.

Estado – Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?

Contribuinte – Novo?

Estado – é que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.

Contribuinte – Pago para você ver se pode cobrar?

Estado – Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha…

Contribuinte – Mais uma coisinha?

Estado – Para circular em auto-estradas

Contribuinte – mas eu já pago imposto de circulação.

Estado – mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte – Diferente?

Estado – Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte – Só mais isso?

Estado – Sim. Só mais isso.

Contribuinte – E acabou?

Estado – Sim. Depois de pagar os 25 euros acabou.

Contribuinte – Quais 25 euros?

Estado – Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.

Contribuinte – Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?

Estado – Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte – Quais 25 euros?

Estado – Os 25 euros é quanto custa.

Contribuinte – custa o quê?

Estado – Pagar.

Contribuinte – custa pagar?

Estado – sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte – Pagar custa 25 euros?

Estado – Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte – Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado – Imagine que um dia quer…tem que pagar

Contribuinte – tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado – Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte – E se eu não quiser?

Estado – Paga multa.

Suecos & doutores.... by Manuel António Pina

Era inevitável. Num país cujo ME anunciou a descoberta do caminho marítimo para nos tornarmos todos suecos e diplomados do Secundário acabando com as reprovações, e o mesmo país onde, em 2006, pelo suave milagre de um decreto-lei e dos bons ofícios uniformizadores da UE, tudo o que era bacharel passou instantaneamente, como os pudins, a licenciado, havia de chegar a altura (pois ou há justiça ou comem todos) em que os licenciados exigiriam passar a mestres.

A petição "Equivalência de Mestre (com maiúscula) aos titulares das anteriores licenciaturas com formação de 5/6 anos" já está na Net e, até ontem, tinha sido subscrita por 13 941 futuros Mestres (com maiúscula).

Pela ordem natural das coisas, seguir-se-á a exigência dos mestres de passarem a doutores "in extenso" (e a dos doutores meramente "distintos" passarem a "distintos cum laude", e estes a "magna cum laude", e estes a "summa cum laude", e por aí fora até ao infinito). É o conceito "Novas Oportunidades" levado ao limite, antes de os títulos de "Dr." e "Doutor" começarem a ser atribuídos a todos os portugueses no momento do baptizado.

Se a crise global continuar...

Se a crise global continuar, somente dois bancos ficarão operacionais: o Banco de Sangue e o Banco de Esperma! Mais tarde, estes 2 bancos serão fundidos, internacionalizados e passarão a ser chamados: "The Bloody Fucking Bank".

PELA OBRIGAÇÃO DOS POLÍTICOS APRESENTAREM DECLARAÇÃO PATRIMONIAL ANUAL ALÉM DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS

http://www.peticaopublica.com/?pi=201001a

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Mediática

O linguista norte americano Noam Chomsky elaborou a lista das "10 estratégias de manipulação" através da media:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neuro-biologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom de infantilidade. Por quê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da questionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTO-CULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema económico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neuro-biologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.