
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, refutou hoje qualquer ‘engenharia’ para esconder os números do défice e da dívida pública ao longo do ano, explicando que o saldo se agravou em 3,5 mil milhões nos últimos dois meses do ano.
“Eu engano-me, mas não engano, e não engano deliberadamente”, afirmou o ministro, que está hoje a ser ouvido no âmbito da proposta de Orçamento do Estado para 2010 pelas comissões parlamentares do Orçamento e Finanças e dos Assuntos Económicos.
O ministro explicou que foi confrontado em outubro com uma interrupção da recuperação nas receitas fiscais (relativamente ao mês de setembro), e que o saldo dos subsectores Estado e Segurança Social em dezembro era de -13,2 mil milhões de euros, valor que se agravou.
“Nós tivemos um agravamento entre outubro e dezembro na ordem dos 3,5 mil milhões destes saldos”, explicou o ministro, afirmando que o Governo foi confrontado com estes números “no final do ano”.
Teixeira dos Santos considerou ainda que “as previsões falharam redondamente em todo o lado”, mas não acredita que “houvesse o intuito de enganar fosse quem fosse”.
As explicações do governante foram ainda para a forma como se irá reduzir o défice, voltando a afirmar que o “grosso da redução” vai ser realizada à custa do controlo da despesa mas que conta “com o contributo da evolução de algumas receitas”.
Quanto à evolução da dívida pública, o ministro explicou que conta ainda com um agravamento, mas que a estratégia passa por controlar o endividamento até que este nível seja estabilizado, para que depois possa ser reduzido.
“A dívida tenderá ainda a ter uma evolução positiva durante algum tempo”, disse.
-in Destak 2010-02-01

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