sexta-feira, 30 de abril de 2010
Hino- música bonita
Não me identifico com a ideologia comunista, mas posso referir que este é um dos hinos mais bonitos que já ouvi!! A sonoridade é bela...
´ Com a letra G podem escrever-se muitas palavras

Abr 27, 2010
Por: José Niza
Com a letra G podem escrever-se muitas palavras. Por exemplo, GALP, gamanço, ganância. Por exemplo, Governo.
Há anos vi na televisão uma entrevista que me fascinou. O tema era o preço dos combustíveis. E o entrevistado um engenheiro português que tinha trabalhado muitos anos nos Estados Unidos e nos negócios dos petróleos. Com total conhecimento de causa ele denunciou, um a um, todos os truques e malabarismos desonestos que as petrolíferas utilizavam para subir especulativamente os preços. Na altura esse senhor era Presidente da Unicer (cervejas) e chamava-se Ferreira de Oliveira. Hoje é Presidente da GALP, continua naturalmente a manter o nome, mas o seu discurso é exactamente o inverso do anterior: de repente, todos os truques e manigâncias que antes denunciava deixaram de existir.
Nos vários artigos que neste jornal tenho escrito a propósito da GALP, e contra a GALP, sempre defendi uma tese, até agora incontestada, mesmo pelo porta-voz dessa petrolífera.
Quando há dois anos o petróleo atingiu o máximo histórico de 147 dólares o barril, a GALP, já abusando, fixou o preço da gasolina 95 em 300 escudos, isto é, um euro e meio. Aplicando aos dias de hoje os mesmos critérios da GALP, temos o seguinte: se, há dois anos, com o petróleo a 147 dólares, a gasolina subiu até aos 300 escudos, hoje, com o barril de petróleo a 84 dólares, a gasolina devia rondar os 171 escudos. Mas não: está a mais de 280 escudos! Isto é, 109 escudos acima do preço a que devia estar!
E é aqui, nesta tão simples regra de três simples, que está o cerne da questão e a denúncia do embuste.
Nesta minha cruzada solitária tenho andado a escrever e a falar sozinho. Mas no passado dia 15 de Abril, o ex-ministro das finanças, Bagão Félix, explicou na televisão exactamente o que eu ando aqui a denunciar há mais de um ano. Até que enfim que alguém…
O que acho inacreditável é que uma questão tão simples, tão evidente e tão óbvia como esta, nunca tenha sido denunciada a sério por jornalistas, deputados, comentadores, “especialistas” vários, economistas, fiscalistas, membros do governo. “Eles falam, falam, mas não dizem nada”. São meros figurantes deste petro-psicodrama, representam mal, não sabem os papéis e vomitam a sua enciclopédica ignorância. Mas a este cortejo carnavalesco falta ainda a Autoridade da Concorrência – que não é, nem autoridade, nem da concorrência – a qual, até hoje, só foi elogiada por duas entidades: a GALP e o Governo!
Outra mentira que os média não desmentem – não vá a GALP cortar-lhes os anúncios e a publicidade – é a de que a culpa de tudo isto são os impostos sobre os combustíveis. Este falacioso argumento cai pela base quando se prova, e se comprova, que, já antes de impostos, a gasolina e o gasóleo portugueses são dos mais caros da Europa.
Por outras palavras: o que mais determina a escalada e a escandaleira dos preços – muito mais do que os impostos – são os preços especulativos das refinarias.
A questão essencial não está pois nem na cartelização dos preços, nem no fisco, mas sim nos preços impostos pelas petrolíferas à solta. A questão está a montante e é prévia à cobrança fiscal. A questão não é olhar estupidamente para os painéis das autoestradas para descobrir se entre a GALP, a BP, ou a REPSOL existe um cagagésimo de cêntimo a mais ou a menos. A questão não é também fingir que se investigam manobras de diversão sobre a cartelização dos preços quando isso só serve de biombo e camuflagem de coisas mais graves.
O problema objectivo e incontornável é o de que existe realmente uma cumplicidade óbvia, um jogo de interesses, entre o Governo e a GALP: quanto mais altos forem os preços, mais as finanças arrecadam.
E, aqui, o Estado – demitindo-se das suas obrigações – em vez de actuar e utilizar os meios legais à sua disposição para reprimir os excessos da GALP, designadamente através de medidas fiscais sobre os seus milionários lucros, opta pela solução mais cómoda, mais irracional e mais injusta: não fazer nada!
Quando, no Parlamento – e perante a crítica de todas as bancadas – o Primeiro Ministro responde que o problema dos preços se resume a uma mera questão de “mercado” e de “concorrência”, acho que está a demitir-se do voto que lhe dei: há sempre uma gota de gasolina que faz transbordar o depósito.
Com a letra G podem escrever-se muitas palavras.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Políticos a sério!!
Isto devia ser obrigatório ver e rever por todos os deputados portugueses. Tirem o sotaque e vejam se isto não se aplicava em Portugal!!!
Gostava de ver um deputado com a coragem de prestar uma declaração destas... Acreditem que não falta matéria... Falta é "tomates"!
Carácter Jornalistico!
Um jornalista como este é o que necessitamos em Portugal! Gostava muito que este comentasse as "viagens" da Parisiense Inês de Medeiros...
sábado, 17 de abril de 2010
Tagus Park... mais uma!
Conselho científico não tem sido convocado
Taguspark funciona de forma irregular
A denúncia é feita pelo presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC), José Tribolet, um dos accionistas do parque tecnológico, que lamenta que esta administração, que iniciou o mandato em Junho de 2007, não cumpra os estatutos.
Quanto ao caso Figo, que levou o Ministério Público a acusar esta semana três administradores da empresa por corrupção passiva, José Tribolet manifesta a sua "profunda perplexidade", realçando que aguarda com ansiedade a apresentação de contas, que irá decorrer na assembleia geral marcada para 4 de Maio. Afirma ainda desconhecer as várias situações denunciadas pelo administrador Vítor Castro, em Junho passado, numa carta dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, nomeadamente o pagamento de 460 mil euros ao escritório de advogados PLMJ, do qual José Miguel Júdice é sócio, por uma auditoria. "São valores que não compreendo", comenta.
Sobre o facto desta administração do Taguspark ter equacionado a compra de parte da Media Capital, Tribolet diz-se "estupefacto": "Só essa hipótese deixa-me estupefacto". A verdade é que tanto Paulo Penedos, consultor jurídico da PT, como Rui Pedro Soares, administrador da operadora e do Taguspark, confirmaram nos seus depoimentos ao Ministério Público que essa hipótese foi estudada, tendo avançado que a PLMJ elaborou um parecer, cujo custo se desconhece, sobre a capacidade legal do parque adquirir a Media Capital.
Ao Ministério Público Rui Pedro Soares não soube explicar a participação de pessoas estranhas ao Taguspark em, pelo menos, três reuniões, entre Setembro e Dezembro de 2008, em que se discutiu esse assunto, nomeadamente um representante do Grupo Lena e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto. Ao PÚBLICO, Rui Moreira confirmou a sua presença em reuniões, mas afirmou que nunca esteve interessado no negócio. Já o Grupo Lena optou por não fazer comentários. Igualmente silencioso tem-se mantido o Taguspark, que desde anteontem se recusa a esclarecer as dúvidas do PÚBLICO sobre as várias situações denunciadas por Vítor Castro como indicadoras de má gestão.
Taguspark funciona de forma irregular
A denúncia é feita pelo presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC), José Tribolet, um dos accionistas do parque tecnológico, que lamenta que esta administração, que iniciou o mandato em Junho de 2007, não cumpra os estatutos.
Quanto ao caso Figo, que levou o Ministério Público a acusar esta semana três administradores da empresa por corrupção passiva, José Tribolet manifesta a sua "profunda perplexidade", realçando que aguarda com ansiedade a apresentação de contas, que irá decorrer na assembleia geral marcada para 4 de Maio. Afirma ainda desconhecer as várias situações denunciadas pelo administrador Vítor Castro, em Junho passado, numa carta dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, nomeadamente o pagamento de 460 mil euros ao escritório de advogados PLMJ, do qual José Miguel Júdice é sócio, por uma auditoria. "São valores que não compreendo", comenta.
Sobre o facto desta administração do Taguspark ter equacionado a compra de parte da Media Capital, Tribolet diz-se "estupefacto": "Só essa hipótese deixa-me estupefacto". A verdade é que tanto Paulo Penedos, consultor jurídico da PT, como Rui Pedro Soares, administrador da operadora e do Taguspark, confirmaram nos seus depoimentos ao Ministério Público que essa hipótese foi estudada, tendo avançado que a PLMJ elaborou um parecer, cujo custo se desconhece, sobre a capacidade legal do parque adquirir a Media Capital.
Ao Ministério Público Rui Pedro Soares não soube explicar a participação de pessoas estranhas ao Taguspark em, pelo menos, três reuniões, entre Setembro e Dezembro de 2008, em que se discutiu esse assunto, nomeadamente um representante do Grupo Lena e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto. Ao PÚBLICO, Rui Moreira confirmou a sua presença em reuniões, mas afirmou que nunca esteve interessado no negócio. Já o Grupo Lena optou por não fazer comentários. Igualmente silencioso tem-se mantido o Taguspark, que desde anteontem se recusa a esclarecer as dúvidas do PÚBLICO sobre as várias situações denunciadas por Vítor Castro como indicadoras de má gestão.
Mais um artista...
Aqui está uma verdadeira aula de portuguesing!
O portuguesing do Zeinal Bava ou a portucalidade das suas palavras, segundo o próprio!!!
Vale a pena ouvir!
E à comissão parlamentar nada disse… mas embasbacou os senhores deputados....com o seu vocabulário anglicanês ...
- Zeinal Bava na comissão de ética, no último dia 10 de Março.
O portuguesing do Zeinal Bava ou a portucalidade das suas palavras, segundo o próprio!!!
Vale a pena ouvir!
E à comissão parlamentar nada disse… mas embasbacou os senhores deputados....com o seu vocabulário anglicanês ...
- Zeinal Bava na comissão de ética, no último dia 10 de Março.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Eu sou português aqui
Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.
Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.
Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.
Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.
Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.
Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.
Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.
Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.
Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.
Eu sou português aqui
Obras de José Fanha
* Não sou um amante de prosa, nem de poesia... Contudo, ouvi o Fanha a declamar hoje esta peça e posso dizer que fiquei fascinado!
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.
Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.
Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.
Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.
Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.
Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.
Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.
Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.
Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.
Eu sou português aqui
Obras de José Fanha
* Não sou um amante de prosa, nem de poesia... Contudo, ouvi o Fanha a declamar hoje esta peça e posso dizer que fiquei fascinado!
terça-feira, 13 de abril de 2010
Escândalo na UE

Você já reparou que os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE ?
E por quê?
Leia o que segue, pense bem e converse com os amigos.
Envie isto para os europeus que conheça!
Simplesmente, escandaloso,
Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.
Sim, você leu correctamente!
Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar.
Porquê e quem paga isto?
Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro.
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"
Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus. É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....
Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ...
Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.
Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos)..
O seu colega, Peter Hustinx, acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão por mês.
É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.
Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 por mês de pensão.
2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 por mês.
3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.
Consulte a lista em:
http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonne=62286
Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.
Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos… De quem estamos falando?
Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.
Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ...
Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc.
Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar!
Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas.
E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?
Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!
O meu objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.
Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra.
«Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos media.
http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Excelente Medida...

Abastece carro nu em protesto contra preços
Um alemão, revoltado com as subidas constantes de preços dos combustíveis no seu país, decidiu protestar de forma mais ousada: abasteceu o seu carro, na zona de Bad Klosterlausnitz, totalmente nu.
De acordo com o jornal ‘Metro’, o episódio foi registado pelas câmaras de vigilância, que mostram que o protestante tinha apenas os sapatos calçados. De seguida, de acordo com o funcionário do posto de combustível, o homem entrou na loja de conveniência, pagou e saiu.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Um óscar para Sócrates
A Academia de Hollywood falhou o óscar de Melhor Actor. A culpa é do governo: ao adiar a apresentação do PEC para segunda, o executivo impediu que José Sócrates recolhesse a estatueta no domingo pela sua prestação no filme ‘O PEC não aumenta impostos’.
O filme, realizado por Teixeira dos Santos, é a saga heróica de como um governo, em apenas cinco meses, consegue rasgar o seu programa eleitoral (no investimento público, no TGV, nos salários, nas reformas) e, ao mesmo tempo, garantir aos portugueses que os impostos não subirão. Este último milagre, em cinema, costuma exigir efeitos especiais.
Em Portugal, basta um actor especial: alguém que se apresente às câmaras para afirmar que só os ricos pagarão mais (apesar de serem menos de 1% dos contribuintes) e que o fim dos benefícios fiscais não vai rapar os bolsos da classe média já espremida. Razão tem Inês de Medeiros, sua colega de profissão, em declarações recentes: se Sócrates mente, isso não é grave. Grave, acrescento eu, é não aplaudir o talento de um homem que levou a arte a patamares nunca vistos.
O filme, realizado por Teixeira dos Santos, é a saga heróica de como um governo, em apenas cinco meses, consegue rasgar o seu programa eleitoral (no investimento público, no TGV, nos salários, nas reformas) e, ao mesmo tempo, garantir aos portugueses que os impostos não subirão. Este último milagre, em cinema, costuma exigir efeitos especiais.
Em Portugal, basta um actor especial: alguém que se apresente às câmaras para afirmar que só os ricos pagarão mais (apesar de serem menos de 1% dos contribuintes) e que o fim dos benefícios fiscais não vai rapar os bolsos da classe média já espremida. Razão tem Inês de Medeiros, sua colega de profissão, em declarações recentes: se Sócrates mente, isso não é grave. Grave, acrescento eu, é não aplaudir o talento de um homem que levou a arte a patamares nunca vistos.
Carta à deputada Inês de Medeiros
Recebi este mail e aqui coloco para os que aqui aparecerem
Excelentíssima Senhora Deputada Dona Inês de Medeiros,
Chère Madame
O IRRITADO teve, aqui há umas semanas, o topete de escrever uma carta a Vossa Excelência sobre a importante matéria das viagens semanais de Vossa Excelência, em classe executiva, a Paris, luminosa quão merecida cidade de residência de Vossa Excelência.
Permite-se agora o cullot de voltar à augusta presença de Vossa Excelência. Antes de mais, portanto (como diria o camarada Jerónimo), as mais humildes desculpas pelo atrevimento deste seu servo e amigo.
Tem o IRRITADO seguido, com a admiração e a estima que, no fundo da alma, nutre por Vossa Excelência, as vicissitudes por que tem passado a história do ingente problema que a aflige: quem paga as viagens de Vossa Excelência a Paris? Sim, Quem?
Parece que ninguém!
Anda meio mundo preocupado com o assunto, sendo o mais aflito de todos Sua Excelência o Senhor Deputado José Lelo[i], mui Ilustre Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, entidade a quem, sem sombra de dúvida, caberá mandar pagar as viagens de Vossa Excelência.
Ora, como é sabido, o insigne cidadão tem várias dificuldades do tipo mental, coisa de que não terá culpa, uma vez que já nasceu assim. Daí que, por mais voltas que dê ao limitado bestunto com que foi brindado pela criação, não consegue encontrar o competente penduricalho orçamental onde caibam os 1.200 euros que custa cada viagem/semanal em executiva (luxo!) de Vossa Excelência.
Em que triste miserabilismo vive a Pátria do Senhor Dom João V!
Se Vossa Excelência andar por cá uns 10 meses por ano, teremos umas 45 viagens, o que, contas feitas, se cifrará nuns meros 54.000 euros, ou seja, em moeda antiga, uns míseros 10.826.028.000 réis. Em 4 anos de mandato, a coisa não passará, como é evidente, de 43.304.112.000 réis, ou, em moeda republicana, 43.304 contos mais uns pós.
Tem Vossa Excelência toda a razão quando, solene e superiormente, declara "não sei quem paga nem quanto custa". Era o que faltava, Vossa Excelência preocupar-se com problemas destes, coisa para lelos e quejandos, gente de somenos. Vossa Excelência não sabe, nem tem que saber, o valor em jogo. "Nada disso passa por mim", declarou. Mais. Vossa Excelência, como é de timbre entre os socialistas, não se preocupa com o assunto. "Escolhi uma (agência de viagens), e passei a marcar por essa: telefono e recebo os bilhetes". É assim mesmo! A altíssima dignidade de Vossa Excelência não permite, sequer, que erga o mimoso cul da poltrona para tratar de coisas menores. Como é óbvio, alguém traz o bilhete, alguém há-de pagar, Vossa Excelência não desce a problemas de lelos. Viaja, e acabou-se. Muito bem!
Teve o IRRITADO a desfaçatez, na sua anterior missiva, de suscitar a curiosidade de Vossa Excelência para o facto de haver cidadãos - ainda que, como é lógico, gente de qualidade inferior à sua - que fazem Lisboa/Paris/Lisboa por uns 150[ii] euros, no mesmo avião que Vossa Excelência utiliza, mas lá para trás, com o cul não tão à larga e sem champanhe nem refeição quente.
É certo que Vossa Excelência não tem que descer ao ponto de aceitar sugestões do IRRITADO. Não pode este, porém, deixar de, com todo o respeito, dizer que, se Vossa Excelência o fizesse, o Lelo gastaria 14,5 vezes menos do que vai acabar por gastar com as viagens de Vossa Excelência.
Tudo isto não passa, como é evidente, de fruto da mentalidade capitalista do IRRITADO, coisa incompatível com a majestática dignidade socialista de Vossa Excelência.
20.3.10
António Borges de Carvalho
[i] Lelo - doido, vaidoso (Dicionário Universal da Língua Portuguesa, Texto Editora).
[ii] Algo me diz que Vossa Excelência, antes de subir ao altar doirado em que se encontra, viajava por 150 euros, como a plebe. Agora, já nem quer saber quanto custa, ou custava, a sandocha e o assento apertadinho. Pois faz Vossa Excelência muito bem! Socialisme oblige.
Excelentíssima Senhora Deputada Dona Inês de Medeiros,
Chère Madame
O IRRITADO teve, aqui há umas semanas, o topete de escrever uma carta a Vossa Excelência sobre a importante matéria das viagens semanais de Vossa Excelência, em classe executiva, a Paris, luminosa quão merecida cidade de residência de Vossa Excelência.
Permite-se agora o cullot de voltar à augusta presença de Vossa Excelência. Antes de mais, portanto (como diria o camarada Jerónimo), as mais humildes desculpas pelo atrevimento deste seu servo e amigo.
Tem o IRRITADO seguido, com a admiração e a estima que, no fundo da alma, nutre por Vossa Excelência, as vicissitudes por que tem passado a história do ingente problema que a aflige: quem paga as viagens de Vossa Excelência a Paris? Sim, Quem?
Parece que ninguém!
Anda meio mundo preocupado com o assunto, sendo o mais aflito de todos Sua Excelência o Senhor Deputado José Lelo[i], mui Ilustre Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, entidade a quem, sem sombra de dúvida, caberá mandar pagar as viagens de Vossa Excelência.
Ora, como é sabido, o insigne cidadão tem várias dificuldades do tipo mental, coisa de que não terá culpa, uma vez que já nasceu assim. Daí que, por mais voltas que dê ao limitado bestunto com que foi brindado pela criação, não consegue encontrar o competente penduricalho orçamental onde caibam os 1.200 euros que custa cada viagem/semanal em executiva (luxo!) de Vossa Excelência.
Em que triste miserabilismo vive a Pátria do Senhor Dom João V!
Se Vossa Excelência andar por cá uns 10 meses por ano, teremos umas 45 viagens, o que, contas feitas, se cifrará nuns meros 54.000 euros, ou seja, em moeda antiga, uns míseros 10.826.028.000 réis. Em 4 anos de mandato, a coisa não passará, como é evidente, de 43.304.112.000 réis, ou, em moeda republicana, 43.304 contos mais uns pós.
Tem Vossa Excelência toda a razão quando, solene e superiormente, declara "não sei quem paga nem quanto custa". Era o que faltava, Vossa Excelência preocupar-se com problemas destes, coisa para lelos e quejandos, gente de somenos. Vossa Excelência não sabe, nem tem que saber, o valor em jogo. "Nada disso passa por mim", declarou. Mais. Vossa Excelência, como é de timbre entre os socialistas, não se preocupa com o assunto. "Escolhi uma (agência de viagens), e passei a marcar por essa: telefono e recebo os bilhetes". É assim mesmo! A altíssima dignidade de Vossa Excelência não permite, sequer, que erga o mimoso cul da poltrona para tratar de coisas menores. Como é óbvio, alguém traz o bilhete, alguém há-de pagar, Vossa Excelência não desce a problemas de lelos. Viaja, e acabou-se. Muito bem!
Teve o IRRITADO a desfaçatez, na sua anterior missiva, de suscitar a curiosidade de Vossa Excelência para o facto de haver cidadãos - ainda que, como é lógico, gente de qualidade inferior à sua - que fazem Lisboa/Paris/Lisboa por uns 150[ii] euros, no mesmo avião que Vossa Excelência utiliza, mas lá para trás, com o cul não tão à larga e sem champanhe nem refeição quente.
É certo que Vossa Excelência não tem que descer ao ponto de aceitar sugestões do IRRITADO. Não pode este, porém, deixar de, com todo o respeito, dizer que, se Vossa Excelência o fizesse, o Lelo gastaria 14,5 vezes menos do que vai acabar por gastar com as viagens de Vossa Excelência.
Tudo isto não passa, como é evidente, de fruto da mentalidade capitalista do IRRITADO, coisa incompatível com a majestática dignidade socialista de Vossa Excelência.
20.3.10
António Borges de Carvalho
[i] Lelo - doido, vaidoso (Dicionário Universal da Língua Portuguesa, Texto Editora).
[ii] Algo me diz que Vossa Excelência, antes de subir ao altar doirado em que se encontra, viajava por 150 euros, como a plebe. Agora, já nem quer saber quanto custa, ou custava, a sandocha e o assento apertadinho. Pois faz Vossa Excelência muito bem! Socialisme oblige.
E o País assim continua.... Mostrando a sua riqueza!
O que é pior é que, mesmo os que criticam estas e outras situações inaceitáveis, quando a elas acedem, já acham que está tudo bem...
É preciso que se saiba
"... que os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)
Será que temos petróleo? Será que descobrimos uma nova fonte de energia? Ainda não percebi porque é que sendo um dos países pior governados desde há algumas décadas, temos de os pagar como se nos gerissem de forma exemplar? A única solução era a revisão salarial destes gestores e exportá-los daqui para fora. Não entendo como é possível não haverem medidas nem rolarem cabeças. Somos o lixo da Europa graças a estes imbecis!
Será que vai ser necessário começar outro 25 de Abril? Mas este ser a sério? Em vez de se ver rosas na ponta do cano, veremos fumo e sangue nas ruas. Mas o sangue que teremos de ver será o destes avantajados!!! Este país tem de entrar na linha e estes "merdas" têm de desaparecer da face da Terra.
É preciso que se saiba
"... que os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)
Será que temos petróleo? Será que descobrimos uma nova fonte de energia? Ainda não percebi porque é que sendo um dos países pior governados desde há algumas décadas, temos de os pagar como se nos gerissem de forma exemplar? A única solução era a revisão salarial destes gestores e exportá-los daqui para fora. Não entendo como é possível não haverem medidas nem rolarem cabeças. Somos o lixo da Europa graças a estes imbecis!
Será que vai ser necessário começar outro 25 de Abril? Mas este ser a sério? Em vez de se ver rosas na ponta do cano, veremos fumo e sangue nas ruas. Mas o sangue que teremos de ver será o destes avantajados!!! Este país tem de entrar na linha e estes "merdas" têm de desaparecer da face da Terra.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Peça de Arte
Instruções:
1- Carregue no vídeo;
2- Deixe-se levar para onde o pensamento quiser ir!
3- Acorde e olhe em volta;
4- Olhe em volta e dê valor às pequenas coisas (que acha) insignificantes!
5- Sorria e seja feliz!
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