Conselho científico não tem sido convocado
Taguspark funciona de forma irregular
A denúncia é feita pelo presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC), José Tribolet, um dos accionistas do parque tecnológico, que lamenta que esta administração, que iniciou o mandato em Junho de 2007, não cumpra os estatutos.
Quanto ao caso Figo, que levou o Ministério Público a acusar esta semana três administradores da empresa por corrupção passiva, José Tribolet manifesta a sua "profunda perplexidade", realçando que aguarda com ansiedade a apresentação de contas, que irá decorrer na assembleia geral marcada para 4 de Maio. Afirma ainda desconhecer as várias situações denunciadas pelo administrador Vítor Castro, em Junho passado, numa carta dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, nomeadamente o pagamento de 460 mil euros ao escritório de advogados PLMJ, do qual José Miguel Júdice é sócio, por uma auditoria. "São valores que não compreendo", comenta.
Sobre o facto desta administração do Taguspark ter equacionado a compra de parte da Media Capital, Tribolet diz-se "estupefacto": "Só essa hipótese deixa-me estupefacto". A verdade é que tanto Paulo Penedos, consultor jurídico da PT, como Rui Pedro Soares, administrador da operadora e do Taguspark, confirmaram nos seus depoimentos ao Ministério Público que essa hipótese foi estudada, tendo avançado que a PLMJ elaborou um parecer, cujo custo se desconhece, sobre a capacidade legal do parque adquirir a Media Capital.
Ao Ministério Público Rui Pedro Soares não soube explicar a participação de pessoas estranhas ao Taguspark em, pelo menos, três reuniões, entre Setembro e Dezembro de 2008, em que se discutiu esse assunto, nomeadamente um representante do Grupo Lena e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto. Ao PÚBLICO, Rui Moreira confirmou a sua presença em reuniões, mas afirmou que nunca esteve interessado no negócio. Já o Grupo Lena optou por não fazer comentários. Igualmente silencioso tem-se mantido o Taguspark, que desde anteontem se recusa a esclarecer as dúvidas do PÚBLICO sobre as várias situações denunciadas por Vítor Castro como indicadoras de má gestão.
sábado, 17 de abril de 2010
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